AKAER/Caça Sueco Gripen NG

Fundada em 1992, a AKAER é uma empresa brasileira de São José dos Campos fornecedora de estruturas integradas de aeronaves.

Até 2007, 90% do seu faturamento dependia da Embraer. Já em 2009, somente 30% da receita vinha dos contratos com aquela empresa. A mudança foi notável.

Em julho de 2009, foi noticiado que a Akaer tomaria parte do projeto do caça sueco Gripen NG. Ela participaria no projeto básico, no projeto de detalhamento, na análise estrutural, na análise de carga e tensões e no projeto ferramental.

Um memorando de entendimento não-vinculante foi assinado à época, e uma equipe de 15 a 20 engenheiros brasileiros da Akaer mudariam para a Suécia, com a finalidade de trabalhar junto com as equipes integradas de desenvolvimento do Gripen NG.

Tal memorando cobriria sua participação no projeto, desenvolvimento e produção de partes do Gripen NG.

Para a Akaer, este programa oferecia uma oportunidade única de participar do desenvolvimento de um caça de última geração, desde os estágios iniciais do projeto até sua fabricação.

Suas competências poderiam complementar as da Saab e o resultado desta relação criaria sinergias tangíveis, proporcionando benefícios para as duas empresas.

Houve uma concorrência mundial vencida pela empresa brasileira, que passou por um processo rigoroso de seleção, do qual participaram empresas indianas, europeias e sul-africanas.

Ela seria a responsável por toda a parte de concepção, projeto, cálculos, engenharia de produção e produção da fuselagem central, da fuselagem traseira e das asas, feitas em material composto, do novo Gripen NG.

A Akaer trabalha com a Embraer desde 1993 e foi a responsável por 70% do desenvolvimento da fuselagem dos jatos da família 190.

Ela também tem contrato com a Boeing, Dassault e Airbus na área de desenvolvimento estrutural e de serviços de engenharia.

Ela ainda é parceira do grupo espanhol Aernnova (antiga Gamesa) no desenvolvimento das asas e de partes da fuselagem do novo jumbo 747-800 da Boeing, tanto a versão cargueira como a de passageiros.

Esse trabalho desenvolvido para a Embraer desde 1993, foi a base para que a empresa tivesse o “know how” que possui hoje na área de estruturas e ampliasse seu mercado de atuação.

HOLDING T1

Em julho de 2009, a Akaer anunciou a montagem da arquitetura industrial de uma nova holding – a T1 – da qual também participariam as empresas Friuli (usinagem), Winnstal (montagem), Minoica (suprimentos e logística) e Imbra Aerospace (peças em material composto), com o objetivo de se tornar uma fornecedora mundial de estruturas.

O ponto de partida foi viabilizado através da parceria da Akaer com o grupo sueco Saab. Com isso, a T1 será a fornecedora global de segmentos estruturais do novo caça Gripen NG, que está em fase de desenvolvimento e já tem um protótipo demonstrador de conceito.

A idéia da holding é formar um novo pólo aeronáutico no Brasil na área de desenvolvimento da inteligência e do ciclo de produção de aeronaves e não apenas o fornecimento de peças.

A parceria com a Saab pode representar um grande salto tecnológico, com o mesmo significado que o AMX teve para a Embraer, capacitando as empresas brasileiras em novas tecnologias e criando um fornecedor de classe mundial em estruturas dentro do país.

A Akaer prevê faturamento de US$ 500 milhões para a holding em alguns anos e a possibilidade de dobrar o número de funcionários, somente da Akaer.

Em 2011, ela esperava triplicar sua mão de obra, tendo em vista que já estaria trabalhando também em outros programas como o do helicóptero EC -725, que está sendo fornecido pelo grupo europeu Eurocopter para as três Forças Armadas brasileiras.

O objetivo da holding T1 também é ampliar a capacidade de pequenas empresas do setor no Brasil para se tornarem fornecedoras internacionais, reduzindo a dependência da Embraer, que afeta os negócios do setor em períodos de crise. A Embraer trabalha com cerca de 500 fornecedoras no Brasil.

A holding T1 criará uma alternativa de mercado mais estável para as empresas, inclusive com a possibilidade de se tornarem parceiras de risco nos projetos. A Embraer também tem interesse em dividir riscos no desenvolvimento dos seus programas para se tornar ainda mais eficiente.

A Embraer gasta muita energia para gerenciar os contratos com seus fornecedores de pequeno porte, que são estratégicos, porque apresentam custos competitivos, eficiência e qualidade.

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